Verifica-se, na escuta psicoterápica, uma incidência expressiva de sofrimento de pessoas que direcionam quase a totalidade de suas energias para fora de si, especialmente para familiares, profissionais, instituições, etc. Nenhuma confiança, ou muito pouca, está alinhada com as próprias competências. O resultado disso tudo é uma avalanche de expectativas destinadas a instâncias onde não se tem o menor controle. É como plantar flores em jardins alheios e esperar que seus donos as devolvam.
Ora, se investimos nossas forças num centro de dor, o retorno tende a tatuar o rosto do desespero, do fracasso e do processo que deprecia os fragmentos sobreviventes da autoestima. O que sobra do sujeito é a robustez do elevado "muro das lamentações". Enquanto esse tipo de investidor não diversificar a aplicação de seus recursos internos, corre o risco de escapar do muro das lamentações e embarcar no trem do infortúnio e enxergar pela janela apenas a cinzenta paisagem da felicidade que poderia ter vivido e dos dissabores que azedaram sua vida.
Poderá haver reversão desse quadro? Claro que sim! Apostamos exclusivamente fora de nós até encontrarmos um profissional de grande competência que nos releve: "Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo" (Hermann Hesse).
A partir do suporte psicoterapêutico, espera-se que deixemos de esperar o que poderá vir de fora, com enormes riscos de grandes frustrações e passemos a canalizar o vigor de nossas energias para o potencial que irriga um oceano de possibilidades que torna navegável os mais distintos tipos de embarcações. Agora, a situação é totalmente diferente. A felicidade terceirizada e esperada de fora será produzida dentro de nós e orientada segundo os critérios que nos convém.
Com essa mudança de perspectiva, podemos, finalmente, migrar do posto que aguarda uma determinada coisa, que é a expectativa de algo específico, para o farol do estado de prontidão, em que estruturamos nossa plataforma interior para acolher demandas de qualquer natureza. Não esperamos o que vem, mas nos tornamos prontos para o que vier. Note-se, neste caso, que as coisas não precisam chegar irretocáveis, mas, ao contrário, são retocadas de acordo com aquilo que queremos para nós.
Esperar dessa fonte inesgotável que somos nós, onde tudo só depende de nossas competências, desarticula complemente a implacável realeza das expectativas e nos habilita a sonhar, planejar, realizar e celebrar o fruto do que podemos empreender em nosso favor e do bem-estar do outro.
Ora, se investimos nossas forças num centro de dor, o retorno tende a tatuar o rosto do desespero, do fracasso e do processo que deprecia os fragmentos sobreviventes da autoestima. O que sobra do sujeito é a robustez do elevado "muro das lamentações". Enquanto esse tipo de investidor não diversificar a aplicação de seus recursos internos, corre o risco de escapar do muro das lamentações e embarcar no trem do infortúnio e enxergar pela janela apenas a cinzenta paisagem da felicidade que poderia ter vivido e dos dissabores que azedaram sua vida.
Poderá haver reversão desse quadro? Claro que sim! Apostamos exclusivamente fora de nós até encontrarmos um profissional de grande competência que nos releve: "Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo" (Hermann Hesse).
A partir do suporte psicoterapêutico, espera-se que deixemos de esperar o que poderá vir de fora, com enormes riscos de grandes frustrações e passemos a canalizar o vigor de nossas energias para o potencial que irriga um oceano de possibilidades que torna navegável os mais distintos tipos de embarcações. Agora, a situação é totalmente diferente. A felicidade terceirizada e esperada de fora será produzida dentro de nós e orientada segundo os critérios que nos convém.
Com essa mudança de perspectiva, podemos, finalmente, migrar do posto que aguarda uma determinada coisa, que é a expectativa de algo específico, para o farol do estado de prontidão, em que estruturamos nossa plataforma interior para acolher demandas de qualquer natureza. Não esperamos o que vem, mas nos tornamos prontos para o que vier. Note-se, neste caso, que as coisas não precisam chegar irretocáveis, mas, ao contrário, são retocadas de acordo com aquilo que queremos para nós.
Esperar dessa fonte inesgotável que somos nós, onde tudo só depende de nossas competências, desarticula complemente a implacável realeza das expectativas e nos habilita a sonhar, planejar, realizar e celebrar o fruto do que podemos empreender em nosso favor e do bem-estar do outro.
Ramos de Oliveira
Psicanalista Clínico
Professor de Psicanálise e Palestrante
Email: ramos.talentos@gmail.com
Av. Santos Dumont, 847 - Sala 303 – Aldeota
Fortaleza - Ceará - Brasil


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